Neste artigo
- 01O Que É Marketing para Arquitetos?
- 02Por Que o Escritório de Arquitetura Precisa de Marketing
- 03Regras do CAU para Divulgar o Seu Trabalho
- 04Plano de 90 Dias de Marketing Digital para Arquitetos
- 05Portfólio que Vende Projeto, Não Só Foto Bonita
- 06Canais: Onde o Cliente de Arquitetura Procura
- 07Ideias de Conteúdo para Escritório de Arquitetura
- 08Checklist: Revise Cada Post Antes de Publicar
- 09Erros que Mais Custam no Marketing de Arquitetura
- 10Fazer Sozinho, Social Media, Agência ou Plataforma: Qual Escolher?
- 11Como o Valorei Creator Ajuda no Marketing para Arquitetos
- 12Conclusão
- 13Perguntas frequentes
Imagine a cena: a obra terminou, o fotógrafo passou no sábado de manhã e o carrossel do apartamento entregue ficou bonito como poucos. Uma semana depois, as curtidas vieram de colegas de faculdade, de fornecedores e da própria cliente, e o próximo projeto chegou do mesmo jeito que os anteriores: por indicação de alguém que já conhecia o escritório. É aqui que o marketing para arquitetos costuma ser confundido com postar portfólio, quando o que falta é um caminho que leve quem ainda não conhece você até a primeira conversa.
Os guias que analisamos no topo do Google trazem listas de dicas de redes sociais, branding e funil, sem uma ordem de execução, e nenhum deles cita as regras do CAU que valem para o que você publica. Neste guia, vamos mostrar o que a Lei 12.378/2010 e o Código de Ética pedem em cada peça, um plano de 90 dias em tabela, como transformar o portfólio em argumento, os canais que trazem clientes com o cuidado de cada um, um checklist para revisar cada post e um comparativo honesto entre fazer sozinho, contratar alguém ou usar uma ferramenta.
O Que É Marketing para Arquitetos?
Marketing para arquitetos é o conjunto de ações que faz um arquiteto ou escritório de arquitetura ser encontrado, lembrado e escolhido por quem vai construir, reformar ou ocupar um espaço. Inclui posicionamento, portfólio, site, redes sociais, conteúdo, atendimento e medição, sempre dentro das regras de divulgação da profissão.
O trabalho se divide em quatro frentes que se completam:
- Ser encontrado: site, perfil da empresa no Google, Instagram, Pinterest, LinkedIn e indicações.
- Ser escolhido: portfólio que explica decisões, prova de processo e um primeiro contato bem conduzido.
- Educar o cliente: mostrar o que um projeto evita e entrega, para quem ainda acha que arquiteto é luxo.
- Manter o relacionamento: contato com quem já foi cliente, com parceiros e com quem pediu orçamento e ainda não fechou.
Primeiros Passos
Se você só tem uma tarde para começar, siga esta ordem:
- Coloque nome, número de registro no CAU e atividade no site, na bio e no rodapé das peças que você já usa.
- Escreva uma frase de posicionamento: que tipo de projeto, para quem e em qual região.
- Escolha três projetos e escreva, para cada um, o problema do cliente e as decisões que resolveram esse problema.
- Atualize o perfil da empresa no Google com endereço ou área de atendimento, telefone, horários e fotos.
- Defina quem responde ao primeiro contato, em quanto tempo e o que perguntar antes de falar em proposta.
Por Que o Escritório de Arquitetura Precisa de Marketing
O motivo mais concreto é que o concorrente de um arquiteto pode não ser outro escritório, e sim a obra feita sem projeto. Segundo reportagem da Gazeta do Povo de outubro de 2015 sobre a pesquisa CAU/BR-Datafolha, entre os 54% da população economicamente ativa que disseram já ter construído ou reformado, 85,4% afirmaram ter executado a obra sem o acompanhamento de arquiteto ou engenheiro. A mesma reportagem registra que o setor aponta como um dos impeditivos a ideia de que é muito caro contratar um arquiteto ou engenheiro.
A reportagem é de 2015 e o número não mede o seu bairro, mas mostra o tamanho da tarefa: boa parte do marketing de um escritório é explicar o que o projeto faz pelo cliente antes de mostrar o projeto em si. Se o cliente não entende o valor, sobra o preço para comparar, e aí o portfólio mais bonito pode perder para a reforma "sem custo de projeto".
A disputa também acontece entre colegas. O 2º Censo das Arquitetas e Arquitetos e Urbanistas, realizado pelo CAU no primeiro semestre de 2020, recebeu mais de 40 mil respostas de um universo de 212 mil profissionais registrados no conselho, segundo a coluna do Jornal do Comércio que noticiou o censo. Com tantos profissionais registrados, vale garantir que quem ainda não conhece o seu escritório consiga encontrá-lo e entender o que o diferencia.
Indicação Continua Valendo, Mas Não Dá Previsibilidade
Indicação traz um cliente que já chega confiando em você, porque alguém de confiança falou bem do seu trabalho. O problema é o ritmo. Um mês com três pedidos pode ser seguido de dois meses parados, e o escritório não controla quando a próxima conversa acontece. O marketing não substitui a indicação; ele faz o indicado encontrar um site, um perfil e um portfólio que confirmam o que ouviu, e traz contatos de quem ainda não tem ninguém para perguntar.
Residencial, Comercial e Corporativo Pedem Conversas Diferentes
Quem reforma o próprio apartamento decide com a família, pensa em orçamento e em prazo de obra, e tende a buscar referências visuais. O dono de uma loja ou restaurante pensa em fluxo de clientes, identidade da marca e tempo com o ponto fechado. A empresa que muda de escritório envolve facilities, financeiro e diretoria, e pede proposta formal e cronograma. Escolha o público principal antes de escolher o canal, porque cada um responde a um tipo de conteúdo e a uma linguagem.
Regras do CAU para Divulgar o Seu Trabalho
Antes do post, vem a regra. A Lei nº 12.378/2010, que regulamenta a profissão e criou o CAU, diz no art. 14 o que o arquiteto ou a sociedade de arquitetura precisa indicar em peças de comunicação. O Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, aprovado pela Resolução CAU/BR nº 52/2013, traz as regras de conduta que tocam a divulgação: veracidade, autoria, honorários, indicações e relação com colegas.
O Que a Lei e o Código de Ética Pedem, Tema a Tema
| Tema | O que a norma diz | Onde está |
|---|---|---|
| Identificação | Dever de indicar "em documentos, peças publicitárias, placas ou outro elemento de comunicação dirigido a cliente, ao público em geral e ao CAU local" o nome, o número do registro no CAU local e a atividade a ser desenvolvida | Lei 12.378/2010, art. 14 |
| Omissão | Deixar de informar esses dados em documento ou peça de comunicação dirigida a cliente ou ao público é infração disciplinar | Lei 12.378/2010, art. 18, VIII |
| Placa na obra | Autor do projeto ou responsável pela obra deve manter informação pública e visível à frente da edificação, conforme o art. 14 | Código de Ética, regra 2.2.8 |
| Veracidade | Ao comunicar, publicar, divulgar ou promover o trabalho, considerar a veracidade das informações e a reputação da profissão | Código de Ética, regra 3.2.8 |
| Autoria | Não assumir a autoria de trabalho que não realizou; reconhecer e registrar coautorias e outras participações | Código de Ética, regras 3.2.9 e 5.2.12 |
| Honorários | Estipular honorários "apenas quando solicitado a oferecer serviços profissionais" | Código de Ética, regra 5.2.3 |
| Indicação | Não oferecer vantagem ou incentivo material ou pecuniário para favorecer indicação de futuros contratantes | Código de Ética, regra 5.2.2 |
| Fornecedores | Recusar comissão, gratificação, vantagem ou presente oferecidos pelos fornecedores de insumos dos contratantes | Código de Ética, regra 3.2.16 |
| Colegas | Não emitir referências depreciativas nem usar a crítica de arquitetura para obter vantagem concorrencial | Código de Ética, regras 5.2.6 e 5.2.11 |
Esta tabela é um guia de leitura, não aconselhamento jurídico.
Nome, Registro e Atividade em Cada Peça
O art. 14 da Lei 12.378 pede três dados: o nome civil ou a razão social do autor e de quem executa o serviço (completo ou abreviado, ou pseudônimo ou nome fantasia, a critério do profissional ou da sociedade), o número do registro no CAU local e a atividade a ser desenvolvida. A lei fala em documentos, peças publicitárias, placas e "outro elemento de comunicação dirigido a cliente, ao público em geral". Ela não cita redes sociais nem site pelo nome, então, por prudência, trate a bio do Instagram, o rodapé do site e o post que apresenta um projeto como comunicação dirigida ao público.
Na obra, a regra 2.2.8 do Código de Ética pede que o autor do projeto ou o responsável pela execução mantenha "informação pública e visível, à frente da edificação", conforme o mesmo art. 14.
Autoria e Coautoria no Portfólio
O portfólio é o coração do marketing de arquitetura, e é nele que mora um risco que nenhum dos guias que analisamos menciona. A regra 3.2.9 do Código diz que o arquiteto deve "declarar-se impedido de assumir a autoria de trabalho que não tenha realizado", e a regra 5.2.12 pede que ele reconheça e registre, em cada projeto, "as situações de coautoria e outras participações". A regra 5.2.1 completa: repudiar o plágio e qualquer apropriação de propriedade intelectual de outrem.
Para o marketing, isso vira um hábito simples: todo projeto do portfólio mostra quem participou e qual foi o seu papel. E imagem de referência de outro arquiteto, se aparecer, aparece como referência, com o nome do autor, nunca como trabalho seu.
Veracidade: Render Não É Obra Pronta
A regra 3.2.8 pede que o arquiteto, "ao comunicar, publicar, divulgar ou promover seu trabalho", considere a veracidade das informações. No marketing, a aplicação mais prática é separar o que é imagem de projeto do que é obra executada: render, maquete eletrônica e foto da obra entregue contam histórias diferentes e merecem legenda que diga qual é qual. O Código de Defesa do Consumidor vai na mesma direção na relação com o consumidor: o art. 37 diz que "é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva", e o art. 30 diz que toda informação ou publicidade "suficientemente precisa" obriga quem a veicula.
Plano de 90 Dias de Marketing Digital para Arquitetos
O plano divide o trabalho em três fases. A ordem importa: anúncio pago apontando para um portfólio desorganizado e um WhatsApp que demora dois dias para responder só gasta dinheiro.
| Fase | Foco | Entregas | Como saber que terminou |
|---|---|---|---|
| Dias 1 a 30 | Base | Posicionamento, dados do art. 14 em todas as peças, site e perfil no Google atualizados, três projetos contados como caso, rotina do primeiro contato | Qualquer peça do escritório passa no checklist deste guia |
| Dias 31 a 60 | Conteúdo | Pilares de conteúdo, calendário mensal, padrão de fotos e de legendas, primeiros conteúdos educativos | O calendário do mês seguinte está pronto antes de o mês começar |
| Dias 61 a 90 | Relacionamento e medição | Contato com ex-clientes e parceiros, pedido de indicação e de avaliação, indicadores mensais | Você sabe de qual canal veio cada pedido de orçamento do mês |
Dias 1 a 30: Posicionamento, Regras e Vitrine
Comece pela frase de posicionamento. "Projetos de reforma para apartamentos compactos na zona sul, com obra acompanhada do início ao fim" diz mais ao cliente certo do que "arquitetura com propósito". Ela orienta o que entra no portfólio, o que você posta e até quais pedidos de orçamento valem a sua tarde.
Dias 31 a 60: Pilares de Conteúdo e Calendário
Escolha de três a cinco pilares (a seção de ideias, mais abaixo, traz exemplos) e planeje o mês inteiro de uma vez. Um bom equilíbrio mistura projeto contado como história, conteúdo que educa sobre etapas e custos de uma obra, bastidores do escritório e respostas às dúvidas que aparecem nas reuniões. Um ritmo pequeno que se mantém, como dois posts e uma sequência de stories por semana, vale mais do que uma semana intensa seguida de um mês sem nada.
Dias 61 a 90: Relacionamento, Indicação e Indicadores
Quem pediu orçamento e não fechou pode voltar quando a obra sair do papel. Monte uma lista de contatos que aceitaram receber novidades, faça um contato de acompanhamento com ex-clientes depois da entrega e peça avaliação no Google e indicação a quem teve uma boa experiência, sem oferecer nada em troca da indicação (regra 5.2.2).
No fim do mês, olhe estes números:
- Pedidos de orçamento por canal (indicação, Instagram, Google, site, parceiros).
- Reuniões de briefing marcadas e realizadas.
- Propostas enviadas e propostas aceitas.
- Tempo até a primeira resposta a um novo contato.
Ajuste o mês seguinte com base nesses números, e não no número de seguidores.
Portfólio que Vende Projeto, Não Só Foto Bonita
Foto bonita mostra que você tem bom gosto, mas o marketing para arquitetos que traz projeto precisa de mais do que isso. O cliente quer saber se você vai resolver o problema dele, dentro do orçamento e com uma obra que não vire pesadelo. Um portfólio que vende explica as decisões por trás da imagem, e é aí que o arquiteto mostra o que um projeto faz que a reforma por conta própria não faz.
Como Contar um Projeto em Quatro Partes
Use a mesma estrutura no site, no carrossel e na apresentação de proposta:
- O ponto de partida: o que o cliente tinha e o que o incomodava (pouca luz, cozinha isolada, falta de armazenamento).
- As decisões: o que mudou e por quê, incluindo o que foi descartado por custo ou por norma do condomínio.
- O processo: etapas, compatibilização com fornecedores e acompanhamento da obra.
- O resultado: como o espaço passou a funcionar, com fotos da obra entregue e, se fizer sentido, a planta antes e depois.
Esse formato educa sem dar aula e responde, de quebra, à dúvida sobre o valor do projeto. Não acrescente números que você não mediu (economia, prazo, valorização do imóvel): a regra 3.2.8 pede veracidade.
Fotos, Renders e Autorização do Cliente
Fotografe a obra entregue com luz natural, ambientes arrumados e enquadramentos que mostrem as decisões do projeto, não só o objeto decorativo da vez. Quando usar render, diga na legenda que é imagem de projeto. E, como boa prática, peça ao cliente autorização por escrito para publicar fotos da casa dele, combine se o endereço, o rosto da família e objetos pessoais aparecem e guarde essa autorização junto do contrato.
Canais: Onde o Cliente de Arquitetura Procura
No marketing para arquitetos, não é preciso estar em todos os canais. Comece pelos que o seu público usa para decidir e só acrescente outro quando o anterior estiver rodando com constância.
| Canal | Para quê | Cuidado |
|---|---|---|
| Portfólio, bastidores, conteúdo educativo e contato direto | Dados do art. 14 na bio e veracidade nas legendas | |
| Ser encontrado por quem busca referências visuais | Crédito de autoria em toda imagem | |
| Site e blog | Vitrine que é sua, buscas no Google e no Google Imagens | Portfólio organizado e formulário que funciona |
| Perfil da empresa no Google | Aparecer para quem busca arquiteto na região | Dados atualizados e avaliações respondidas |
| Projetos comerciais e corporativos | Linguagem de negócio, não só de estética | |
| Primeiro contato e acompanhamento | Lista de novidades só com quem aceitou receber | |
| Anúncios pagos | Acelerar um tipo de projeto ou uma região | Mesmas regras dos posts orgânicos |
| Parcerias | Conteúdo e eventos com quem atende o mesmo cliente | Sem vantagem por indicação e sem comissão de fornecedor |
Instagram e Pinterest
O Instagram concentra portfólio, bastidores e conversa. Use o feed para projetos contados em quatro partes, os stories para o dia a dia de obra e as respostas a dúvidas, e os vídeos curtos para mostrar o percurso de um ambiente pronto. O Pinterest trabalha de outro jeito: quem está ali procura referência, e cada imagem bem descrita, com link para o seu site, pode levar essa pessoa até o portfólio.
WhatsApp e o Primeiro Contato
Entre um pedido de orçamento que chega na sexta e uma resposta na terça, o cliente teve o fim de semana inteiro para conversar com outros escritórios. Defina quem responde, em quanto tempo e com quais perguntas: tipo de imóvel, metragem, o que a pessoa quer mudar, prazo e se já existe orçamento para a obra. Essas respostas filtram curiosos e preparam a reunião, e o valor dos honorários entra na proposta, quando o cliente pede (regra 5.2.3).
Se a parceria for com imobiliárias, vale ver como elas próprias fazem divulgação no guia de marketing para imobiliárias.
Ideias de Conteúdo para Escritório de Arquitetura
Conteúdo é a parte do marketing para arquitetos que mais trava na rotina, porque compete com projeto e obra. Use os pilares como ponto de partida e adapte ao tipo de projeto e ao público que você atende:
| Pilar | Exemplos de conteúdo | Cuidado |
|---|---|---|
| Projetos | Caso em quatro partes, percurso em vídeo, planta antes e depois | Crédito de coautoria e autorização do cliente |
| Educação | Etapas de um projeto, o que muda entre arquitetura e interiores, como ler um orçamento de obra | Explicar sem prometer prazo ou economia |
| Bastidores | Visita de obra, escolha de materiais, rotina do escritório | Não expor dados nem a casa do cliente sem autorização |
| Dúvidas reais | Perguntas que aparecem nas reuniões, com resposta curta | Honorários só na proposta (regra 5.2.3) |
| Opinião | Erros de layout, iluminação, uso de espaços pequenos | Sem expor nem depreciar projetos de colegas |
Checklist: Revise Cada Post Antes de Publicar
Use esta lista em post, story, vídeo, anúncio pago, site, apresentação e placa de obra:
- Identificação: o nome, o número do registro no CAU e a atividade aparecem na peça ou no perfil em que ela é publicada? (Lei 12.378, art. 14)
- Placa: na obra, a informação está pública e visível à frente da edificação? (Código, regra 2.2.8)
- Autoria: o projeto é seu? Se teve outros autores ou participações, o crédito está na peça? (regras 3.2.9 e 5.2.12)
- Imagem de terceiros: se há imagem de outro autor, ela aparece como referência e com crédito? (regra 5.2.1)
- Veracidade: render, maquete eletrônica e obra pronta estão identificados? (regra 3.2.8)
- Promessas: prazos, economia e resultados citados são verdadeiros e você consegue cumpri-los? (CDC, arts. 30 e 37)
- Honorários: a peça deixa o valor para a proposta, a pedido do cliente? (regra 5.2.3)
- Indicação: a campanha oferece vantagem, brinde ou dinheiro em troca de indicação? Se sim, ela não sai. (regra 5.2.2)
- Colegas: o conteúdo critica um projeto ou um colega para vender o seu? Se sim, reescreva. (regras 5.2.6 e 5.2.11)
- Cliente: há autorização por escrito para mostrar a casa ou o negócio do cliente? (boa prática)
Se alguma resposta for "não sei", a peça espera. Um post a menos custa pouco, e a própria Lei 12.378 trata como infração disciplinar deixar de informar, em peça de comunicação dirigida ao público, os dados que ela exige (art. 18, VIII).
Erros que Mais Custam no Marketing de Arquitetura
1. Portfólio Sem Explicação
Feed cheio de fotos bonitas, nenhuma frase sobre o problema do cliente. Sem saber o que o projeto resolveu, o cliente fica só com o preço para comparar. Como evitar: conte cada projeto em quatro partes, mesmo que curtas.
2. Demorar no Primeiro Contato
O pedido chega e a resposta sai dias depois. Como evitar: responsável definido, roteiro de perguntas e um prazo de resposta que caiba na sua rotina.
3. Medir Só Curtidas
Curtida de colega não vira projeto. Como evitar: acompanhe pedidos de orçamento, reuniões e propostas aceitas por canal, e pergunte a cada cliente como chegou até você.
Fazer Sozinho, Social Media, Agência ou Plataforma: Qual Escolher?
A escolha de quem cuida do marketing para arquitetos depende do tempo, do orçamento e de quanto você quer controlar a voz do escritório. Arquiteto autônomo pode começar sozinho com uma ferramenta de apoio; escritório que precisa de site, anúncios e redes ao mesmo tempo pode precisar de agência ou de um social media. Em qualquer caso, a responsabilidade pelo que é publicado continua com o arquiteto.
| Opção | Vantagens | Desafios | Quando escolher |
|---|---|---|---|
| Você mesmo | Controle total e voz autêntica | Tempo que sai de projeto e de obra | Autônomo no início ou com poucos projetos simultâneos |
| Alguém da equipe | Conhece os projetos e os clientes | Precisa de horas reservadas e de treino nas regras | Escritório com alguém de perfil e tempo |
| Social media freelancer | Execução das redes sem montar equipe | Depende de uma pessoa e precisa aprender as regras do CAU | Quando o gargalo é produzir e publicar |
| Agência de marketing para arquitetos | Site, anúncios e redes juntos | Investimento maior; o escritório ainda aprova tudo | Orçamento para várias frentes ao mesmo tempo |
| Plataforma de conteúdo com IA | Pautas e peças rápidas no tom da marca | Exige alguém para revisar e aprovar | Manter a produção interna com menos horas |
Se a escolha for um freelancer, o guia sobre o trabalho do social media freelancer mostra como ele organiza pacotes e escopo. Como o escritório também é um pequeno negócio, vale ler sobre como aumentar as vendas de micro e pequenas empresas. E, para ver o mesmo método em outras profissões com regras de conselho, compare com os guias de marketing médico e de marketing para clínica de estética.
Como o Valorei Creator Ajuda no Marketing para Arquitetos
O Valorei Creator é uma plataforma brasileira de marketing de conteúdo com IA, 100% em português, com cobrança em reais e servidores no Brasil. Ela foi pensada para pequenas empresas e profissionais liberais, entre eles arquitetos. Veja como se encaixa nos problemas deste guia (a disponibilidade dos recursos varia conforme o plano):
- "Não sei o que postar além do projeto pronto": a plataforma cruza as tendências dos criadores de referência que você cadastra com a sua marca e sugere pautas com o porquê de publicar agora, a dor do público e o objetivo do conteúdo.
- "O conteúdo não tem a cara do escritório": no onboarding, ela extrai persona, tom de voz, público, serviços e guia visual do seu site e das suas referências, e guarda isso como base permanente.
- "Não tenho tempo de produzir": a pauta aprovada vira carrossel, imagem única, e-mail e roteiro de vídeo para Reels e TikTok, com cenas, falas e enquadramento, organizados num calendário editorial.
- "Preciso revisar antes de publicar": o link de revisão permite que você ou o gestor do escritório aprovem cada peça antes de ir ao ar, o momento certo para aplicar o checklist acima.
A publicação automática acontece no Instagram e no TikTok. Para as demais redes, como LinkedIn e Facebook, o post sai pronto para exportar e publicar.
A plataforma ajuda a produzir com constância, mas não substitui o checklist deste guia: autoria, dados do art. 14 e aprovação final continuam com o arquiteto. Os planos começam em R$ 99 por mês, e o Pro, com até 3 usuários trabalhando na mesma marca, pode ser testado por 7 dias grátis, sem cartão. Se você cuida do marketing de vários escritórios, o plano para várias marcas é o Enterprise.
Conclusão
Marketing para arquitetos funciona melhor como processo do que como lista de dicas: primeiro a base (posicionamento, dados do art. 14 em todas as peças, site, perfil no Google e atendimento), depois o conteúdo com pilares e calendário, e por fim o relacionamento com ex-clientes e parceiros e a medição por canal.
Perguntas frequentes
O que é marketing para arquitetos?
É o conjunto de ações que faz um arquiteto ou escritório ser encontrado, lembrado e escolhido por quem vai construir, reformar ou ocupar um espaço. Inclui posicionamento, portfólio, site, redes sociais, conteúdo, atendimento e medição, sempre dentro das regras de divulgação da profissão.
Arquiteto pode fazer propaganda nas redes sociais?
Pode divulgar o trabalho, desde que siga as regras da profissão. O Código de Ética do CAU/BR trata do arquiteto que vai comunicar, publicar, divulgar ou promover seu trabalho e pede que ele considere a veracidade das informações e a reputação da profissão (regra 3.2.8). A Lei 12.378/2010 pede nome, registro no CAU e atividade nas peças publicitárias.
Preciso colocar o número do CAU no Instagram?
O art. 14 da Lei 12.378/2010 pede o nome, o número do registro no CAU local e a atividade em documentos, peças publicitárias, placas ou outro elemento de comunicação dirigido a cliente e ao público em geral. A lei não cita redes sociais pelo nome; por prudência, coloque esses dados na bio e nos posts que apresentam projetos.
Posso divulgar o preço do projeto nas redes sociais?
O Código de Ética do CAU/BR diz que o arquiteto deve estipular os honorários apenas quando solicitado a oferecer serviços profissionais (regra 5.2.3). O caminho que respeita esse texto é explicar nas redes como funciona o projeto e deixar o valor para a proposta, depois que o cliente pedir.
Como dar crédito de autoria no portfólio de arquitetura?
A regra 3.2.9 do Código de Ética veda assumir a autoria de trabalho que não realizou, e a 5.2.12 pede que o arquiteto reconheça e registre as situações de coautoria e outras participações. Descreva o seu papel e cite o escritório e os demais autores.
Arquiteto pode receber comissão de loja ou fornecedor?
Não dos fornecedores do cliente. A regra 3.2.16 do Código de Ética diz que o arquiteto deve recusar qualquer honorário, comissão, gratificação, vantagem ou presente oferecidos pelos fornecedores de insumos de seus contratantes.
Posso dar desconto ou brinde para quem me indicar clientes?
Não. A regra 5.2.2 do Código de Ética diz que o arquiteto deve se considerar impedido de oferecer vantagem ou incentivo material ou pecuniário a outrem visando favorecer indicação de futuros contratantes.
Qual rede social o arquiteto deve usar?
Depende do público. Para projetos residenciais, Instagram e Pinterest mostram portfólio e atraem quem busca referências visuais. Para projetos comerciais e corporativos, o LinkedIn alcança gestores e donos de negócio. O site e o perfil da empresa no Google completam a vitrine em qualquer caso.
Escrito por
Fabiano do RamoCo-Founder Valorei
Co-Founder da Valorei, ecossistema de recrutamento e seleção, alocação de profissionais de TI e aceleração de negócios.